O NOSSO PROCESSO
SEM SEGREDOS
QUALIDADE, SABOR E TRADIÇÃO
Para muitos, nos dias de hoje, a palavra de ordem é rentabilidade, produzir grandes quantidades para um mercado cada vez maior de consumidores deste alimento.
Aqui essa máxima aqui não entra, queremos a Qualidade e o sabor que caracterizou durante anos o nosso azeite português, em comunhão com o meio ambiente e a Sustentabilidade da nossa terra.
O SOLO
A base é a terra, o solo. Sem um solo rico em macronutrientes (azoto, fósforo e potássio) e matéria orgânica, não há boas oliveiras, logo não há bom azeite e não há a retenção de água nos solos.
Não utilizamos os adubos de síntese, pesticidas e herbicidas. Queremos solos não saturados e água limpa (que é um problema no Alentejo) para as próximas gerações.
Ainda temos a sorte de ter por perto a matéria orgânica oferecida pelos animais e de nutrir o solo com matéria dos cortes das podas e das folhas das próprias árvores.
PLANTAÇÕES E OLIVAIS
O nosso olival é o tradicional de sequeiro, ou seja, esta classificação diz que há 200 árvores por hectare sem um sistema de rega instalado. Temos um olival uma variedade de oliveiras que não são as mais produtivas, mas que são com toda a certeza a que fazem o azeite mais suave e frutado do mundo. A apanha é manual, feita por nós e com gente da terra, com a experiência e o saber da tradição alentejana.
Por oposição ao nosso, há os modernos olivais superintensivos, ou de olival em sebe, com sistemas de rega e com cerca de 1900 oliveiras de espécies de alta rentabilidade e produção, por hectare. Toda a apanha e poda é feita por máquinas, tal como a aplicação dos fitofármacos para garantir a produção.
A CAMPANHA DA APANHA DA AZEITONA
A nossa apanha costuma ser entre os finais de outubro e inícios de novembro. Para isso temos que ter atenção ao estado de maturação da azeitona para que o resultado seja excelente.
Fazemos o processo de ripagem dos ramos, de forma a que as azeitonas caiam nos panos para serem depois recolhidas.
Com ajuda dos limpadores, tiramos as folhas e pequenos ramos de forma a levar para o lagar apenas as azeitonas.
No final do dia, os sacos da apanha são levados de imediato para o lagar para se iniciar o processo de extração do Azeite
O PROCESSO: DA LIMPEZA À DECANTAÇÃO
Limpeza: Nesta primeira fase é as azeitonas são limpas de folhas (novamente), lavadas apenas com água e pesadas.
Moenda: Por ação mecânica, as azeitonas são transformadas numa pasta.
Batimento: A pasta da moenda vai ser batida e aquecida até 27º, considerado uma extração a frio, para facilitar a extração do azeite.
Centrifugação: Com este processo separamos a parte vegetal e água (80%) da parte oleosa (20%). Ficamos assim, com o azeite ainda com alguma água de um lado, e com o bagaço de azeitona ( água, material vegetal e caroço). Este subproduto é um ótimo fertilizante natural.
Decantação: A água e o azeite não se misturam logo é fácil proceder a sua separação (decantação) e filtração. Depois é armazenado em depósitos de inox até a fase de embalamento.

